Re-Existência Krenak: entre a Ancestralidade, o Território e os Impactos Ambientais
DOI:
https://doi.org/10.32991/2237-2717.2025v15i3.p159-190Palabras clave:
Krenak, autoetnografia, história ambiental, sustentabilidade, re-existênciaResumen
Este artigo analisa a interseção entre a história ambiental e a resistência cultural dos Krenak, entre fins da década de 1980 aos dias atuais. Aborda a formação e a degradação do território indígena decorrentes da colonização e da exploração econômica, destacando eventos como o rompimento da barragem de Fundão. Ressalta-se a importância dos saberes ancestrais, evidenciados em rituais, danças e práticas sustentáveis, para a preservação da identidade e da memória do povo. Metodologicamente, o estudo ancora-se na perspectiva da autoetnografia, conforme delineada por Ellis, Adams e Chang (2008), articulando narrativas pessoais e coletivas, além de reflexões pautadas em referenciais bibliográficos em um mesmo gesto epistemológico. As abordagens autoetnográficas e ambientais, em diálogo com a História Ambiental, permitem refletir de modo interdisciplinar sobre as relações entre cultura, território e meio ambiente. Os resultados da reflexão evidenciam que a autoetnografia Krenak constitui uma forma de resistência narrativa e epistêmica, capaz de religar memória, espiritualidade e território diante das rupturas impostas pela colonialidade e pelos desastres ambientais. Assim, aprofunda-se a compreensão da luta contemporânea dos Krenak para reafirmar sua existência, resistência e re-existência diante das pressões do desenvolvimento econômico predatório que impactou seu território e todo o Vale do Rio Doce.
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