O Rio Tietê, o Rochdale (Osasco) e a Construção Social das Enchentes: uma Trajetória, muitos Desafios (1951-2023)
DOI:
https://doi.org/10.32991/2237-2717.2026v16i2.p555-589Palavras-chave:
Osasco, Rochdale, enchentes, construção social das enchentesResumo
O objetivo da pesquisa foi apreender o processo de construção social das enchentes no bairro do Rochdale (Osasco), estado de São Paulo (Brasil) entre 1951 e 2023, captando seus impactos e desafios. Sob a conjuntura do processo de industrialização do país e sua concentração na grande São Paulo, aliado à atração de trabalhadores para a indústria, com urbanização crescente e desordenada a problemática tomou dimensões problemáticas. No período foi loteado e ocupado o bairro, na ilha de São João. O então loteamento do Rochdale, concebido para ser um bairro cooperativista, foi se transformando à luz das apropriações capitalistas que o configuravam sob o ordenamento da acumulação e da representação da desigualdade, inerente ao capitalismo e, nele, o problema das enchentes se avolumando. Para tanto, foram analisadas a historiografia sobre as temáticas envoltas na problematização, material primário, como legislação e periódicos (jornais e revistas). As conclusões demonstram o processo de construção social das enchentes, a partir de perdas humanas e materiais, a urgência e a execução de políticas públicas para seu enfrentamento, que mesmo não solucionando as ocorrências, parecem introduzir indicativos iniciais de um possível processo de gentrificação na região a partir da ação do Estado no enfrentamento das enchentes.
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