Conservacionismo Colonial e as “Precauções para a Conservação das Matas” Paraibanas no Final do Séc. XVIII
DOI:
https://doi.org/10.32991/2237-2717.2025v15i3.p191-229Palabras clave:
história ambiental, florestas culturais, Mata Atlântica Nordestina, recursos florestais, conservaçãoResumen
O processo de invasão e conquista portuguesa no Brasil se deu, durante os primeiros séculos, nos territórios florestais litorâneos, no bioma Mata Atlântica. Na capitania da Paraíba, essa dinâmica de ocupação seguiu os grandes fluxos de água nas proximidades da costa, por entre bacias e suas várzeas férteis e florestadas, onde as relações dos ocupantes com a(s) natureza(s), produzindo o espaço geográfico, ajudaram a moldar essa(s) sociedade(s). A história dessas relações é complexa e não se limita, no entanto, apenas a um caráter destrutivo com o mundo natural, possuindo facetas que vão da dilapidação e devastação, a medidas e atitudes preservacionistas e conservacionistas. Neste trabalho, examinamos o modo como as intensas e centralizadoras políticas florestais da Coroa portuguesa para suas colônias, entre final do séc. XVIII e início do XIX, foram recebidas na capitania da Parahyba e como repercutiram nas dinâmicas, a partir do uso e exploração destes recursos, daquela sociedade colonial. Em face do possível colapso que as regulamentações provocariam naquela sociedade, aliada a outras circunstâncias, tais medidas não surtiriam o efeito esperado e sua completa efetivação permaneceu letra morta de lei.
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