“Antes Vejo nela uma Condição de Morte, ou pelo Menos de Atraso”: as Crises Socioambientais do Açúcar na Segunda Metade do Século XIX
DOI:
https://doi.org/10.32991/2237-2717.2025v15i3.p348-374Palabras clave:
crises socioambientais, engenhos centrais, história ambientalResumen
Este artigo teve como objetivo discutir as crises socioambientais que afetaram a produção açucareira brasileira no século XIX e que ainda impactam atualmente no cenário de colapso ambiental em que vivemos . Busca-se neste texto analisar documentos pouco trabalhados pela perspectiva da história ambiental , como o inquérito realizado pelos ministérios da Fazenda, da Justiça e da Agricultura intitulado Informações sobre o estado da lavoura, publicado em 1874; e os dois livros do engenheiro francês e senhor de engenho Henrique Augusto Milet: Auxílio à lavoura e crédito real, de 1876, e A lavoura da cana-de-açúcar, de 1881. Em suas páginas, a crescente centralidade assumida pelos saberes técnicos entra em choque com as técnicas tradicionais de fabrico do açúcar e cultivo dos canaviais, exacerbando o debate sobre a rotina e o atraso da agricultura brasileira. O tema central são o processo de modernização, colocado em curso com o projeto dos engenhos centrais, e a incorporação das questões ambientais nas ideias que circularam no período.
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